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Bagunça

Eu não sinto problemas em saber que você pode estar com outra. Claro que quero ser o seu porto seguro, sua mão, seu ombro, seu apoio, quero ser o que você precisar. E quero que você seja o meu também. Meu porto seguro, minha estação de parada, assim como é, companheiro, amigo e parceiro. E que me ame assim como eu posso amar a você, se você permitir. Hoje eu entendo que meu maior medo sobre o seu amor é algum dia você me perder, e eu quero ter certeza de que você encontrará alguém para te segurar, para estar ali ao seu lado e para te fazer esquecer que "desgraça pouca não é suficiente". Quero ser seu anjo, junto dos seus anjos atuais. Te proteger. É um sentimento que eu não sei definir. Mas, na dúvida, é melhor evitar o grande sentimento antes que "dê merda".

Trecho de: "Diálogo sobre a sinceridade"

[...] _Você é muito sincera, chega a ser cômico. _Não, eu não sou muito sincera. Você que é uma pessoa que fica aí cheia de estratégias, jogando verde, esperando que eu faça o mesmo e disfarça muito mais que eu. Eu posso sim jogar verdes, mas perdi a vontade, portanto não o faço. Eu só acho normal dizer o que eu penso, assim como andar é normal para pessoas sem limitações físicas. Infelizmente algumas pessoas arregalam os olhos e abrem a boca, ou fecham a boca e viram a cara, quando eu me expresso em algumas situações. Mesmo assim, falar o que penso não deixa de ser normal para mim. E não, eu não estou a fim de fazer joguinhos ou estratégias de convivência, não com pessoas com as quais convivo por opção. Se eu tiver que me disfarçar até nessas situações, poderia deixar de ser “Eu”. [...]

A comunicação

Limpando a cozinha é abordada por outra: _Limpando a cozinha?! _É, fulano comprou as panelas, tô organizando pra guardar. _Ah, cê comprou as panelas?! _Eu não, Fulano, ele deixou aqui pela manhã... _Comprou com o dinheiro que sobrou de ontem? _Não, o dinheiro encerramos no bar, foi Fulano que comprou! _Comprou caneco? _Caneco?! _É, caneco. _Como assim, caneco?! _Caneco de caneco! _Caneco?! _É! _Caneco de caneco de quê?! _Caneco! _Caneco de por água, leite, pra beber?!?! _Não, caneco!! _Mas que caneco?!?!?! _Caneco de ferver as coisas, só tem um na casa! _Caçarola!! Não, só comprou panela de panela mesmo! _Aff. _ôxi! Dão-se as costas e continuam seus afazeres.

Tempo a si

E em uma discussão após algum sexo, disse-me “Você precisa se dar um tempo, não faça isso com você.” Foi então que concordamos que era esse o melhor a fazer, e com toda sintonia formada no momento da acordaria, envolvemo-nos em uma transa com alguma ligação maior, mas agora com a alma em busca de tempo... Mas era realmente aquela a frase “precisa se dar um tempo”. E assim que se esvaziou aquele quarto com alma de dois, fez-se o vazio do tempo, que preencherei de MIM.   Perdemo-nos em meio aos conflitos e diante das inseguranças... Perdemo-nos para encontrar o Ser Si... mesmo.

O risco, Ah! Risco, eu arrisco

A loucura que me corrói é a mesma que faz a minha vida acontecer... Somos loucos já no momento de nascer, que temos que mudar de mundo... Saímos do núcleo para a crosta... E só sobrevivem aqueles que podem mudar... Quem disse que a vida daria certo no lado de fora?! Mas nós morreríamos mais rápido se continuássemos naquela bolsa justa e molhada, na bolsa que nos fazia bem. E hoje, bate-me a triste za de querer fazer apenas aquilo que tenho provas concretas de que dará certo. Sei que desta forma não posso viver, deixe que o mundo enlouqueça e assim aconteça... Deixe a coragem nos açoitar e revirar, pois é com o sentir a coragem chicotear-se em nós que conseguiremos as possíveis conquistas... A minha covardia envergonha-me e apaga-me... A minha coragem faz sentir-me viva... O risco, ah! Risco, eu arrisco.